Para vacas em lactação geralmente é dada maior atenção em função do seu retorno econômico imediato. Nesta fase, ocorrem maiores exigências nutricionais de proteína, energia, vitaminas e minerais devido à síntese do leite. Caso a dieta for nutricionalmente insuficiente para atender essa demanda, ocorre maior mobilização de nutrientes das reservas corporais, ocasionando incapacidade de manifestar seu potencial produtivo e podendo causar perda de peso.
A proteína ingerida pelo animal, por meio do alimento, supre os aminoácidos necessários para as diferentes funções produtivas. Sendo que, a qualidade da proteína deve ser considerada para melhorar a eficiência de sua utilização para a síntese do leite. O NRC (1989) recomenda que vacas leiteiras de alta produção devam receber dietas com 17 a 18% de proteína. Sendo esta, 35% devem ser na forma de proteína degradada no rúmen (PDR) e 65% na forma de proteína não degradável no rúmen (PNDR). A proteína sintetizada no rúmen é de excelente qualidade e tem a capacidade de suprir toda proteína para produção de 4500 kg de leite/lactação, recebendo apenas uréia como fonte de nitrogênio. No entanto, para vacas de alta produção é amplamente aceito por nutricionistas a suplementação com PNDR, pois o maior fluxo de proteínas e, consequentemente, aminoácidos para o intestino, resultaria em incrementos substanciais para produção de leite.
Para suprir as exigências de energia no período de lactação é importante o fornecimento de carboidratos estruturais e carboidratos não estruturais, visando uma maior fonte de energia no rúmen e/ou para ser digerida no intestino. Dessa forma, a relação volumoso/concentrado deve ser balanceada. Uma ração equilibrada deve ter um fornecimento mínimo de fibras. Visto que, as dietas de vacas de alta produção possuem altos níveis de amido. Para o balanceamento de rações o NRC (1989) recomenda um mínimo de 25% de fibra em detergente neutro (FDN), sendo deste, 75% deve ser oriundo das forragens. As rações com níveis inadequados de fibra provocam alterações na função ruminal, decréscimo na ingestão e energia e alguns problemas de saúde como: acidose, laminite e deslocamento de abomaso.
O fornecimento de fontes lipídicas na alimentação de vacas em lactação tem sido uma excelente alternativa para atender as exigências energéticas de animais de alto desempenho e aumentar a produção de leite, pois os lipídios são ricos em energia. No entanto, o teor de gordura da dieta deve ser no máximo, 6% de extrato etéreo (EE) na matéria seca. Valores acima disso atrapalham a degradação ruminal.
A suplementação com minerais é fundamental, visto que, a quantidade de alguns minerais encontrados nos alimentos não é suficiente para atender as exigências de vacas em lactação. Um fornecimento adequado de minerais deve ser feito para aperfeiçoar a atividade microbiana do rúmen e, assim, a utilização de forragem.
O manejo nutricional é fundamental na atividade leiteira. Adequando-se a nutrição ao período produtivo que a vaca se encontra, maximiza-se seu potencial genético proporcionando maior produtividade ao rebanho e conforto ao animal, resultando em maior retorno econômico.
Bem-estar animal
Sabe-se que animais bem tratados, que são mantidos em ambientes confortáveis, higienizados e pacíficos (com boas práticas dos tratadores) respondem positivamente, com uma excelente produção.
Independentemente do sistema de criação (pasto ou confinamento), assegurar o conforto e a saúde animal faz com que o organismo deles aproveite os nutrientes da dieta (de qualidade superior) para otimizar a produção. Logo, isso tudo maximiza o potencial genético das raças.
Interferência da sazonalidade
A época de seca em regiões centrais do Brasil diminui a qualidade e a disponibilidade do pasto. Para evitar baixas na produtividade do rebanho, deve-se traçar um plano para garantir a constância nutricional ao longo do ano todo. Isso pode ser feito com o manejo das pastagens e com a oferta de suplementação alimentar (tanto para sistemas intensivos quanto extensivos).
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